Senado aprova Estatuto Digital para proteger crianças nas redes sociais
O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei 2.628/2022, que estabelece novas regras para garantir a proteção digital de crianças e adolescentes. A proposta — que agora segue para sanção presidencial — busca combater a adultização precoce nas redes sociais e reforçar medidas contra a exploração infantil em ambientes virtuais.
Com a crescente exposição dos menores em aplicativos, jogos online e redes sociais, o PL representa um marco na legislação brasileira ao criar o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
O que muda com o PL 2.628/2022?
Entre os principais pontos aprovados estão:
- Remoção imediata de conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil, com notificação obrigatória às autoridades.
- Ferramentas de controle parental para que pais e responsáveis possam acompanhar a navegação das crianças.
- Verificação de idade dos usuários em plataformas digitais, garantindo barreiras contra conteúdos impróprios.
- Criação de regras claras para aplicativos, redes sociais e jogos eletrônicos que impactam diretamente o público infantojuvenil.
Por que a pauta ganhou força agora?
O debate sobre a adultização de crianças nas redes sociais se intensificou após o influenciador Felipe Bressanim (Felca) denunciar, em vídeo recente, a exploração infantil para criação de conteúdo digital.
Esse episódio acelerou a discussão no Congresso e ampliou o apelo social para que o Estado atue na regulamentação do ambiente digital, especialmente para os públicos mais vulneráveis.
Um problema global com reflexos no Brasil
Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor da proposta, o desafio da proteção digital não é exclusivo do Brasil, mas uma questão mundial. Plataformas digitais precisam assumir responsabilidade em oferecer ambientes seguros e transparentes, sem abrir mão da liberdade de expressão.
“Estamos cumprindo um dever histórico. O projeto é fruto de três anos de construção e debate com a sociedade”, destacou Vieira.
Impacto para pais, responsáveis e criadores de conteúdo
Com a sanção do PL, a expectativa é que o ambiente digital se torne mais regulado, trazendo maior segurança para crianças e adolescentes. Para pais e responsáveis, isso significa ter mais ferramentas para controlar e orientar o uso da internet.
Já para criadores de conteúdo, surge um novo cenário: a responsabilidade de se alinhar às regras do Estatuto, evitando práticas que incentivem a adultização ou a exposição inadequada de menores.
Conclusão
O PL 2.628/2022 é um avanço significativo para o Brasil no campo da proteção digital de crianças, criando um equilíbrio entre o acesso à tecnologia e a preservação da infância.
O próximo passo será acompanhar a sanção presidencial e observar como as plataformas digitais vão se adaptar às novas regras.
O que é o PL 2.628/2022?
É o Projeto de Lei que cria o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, estabelecendo regras para proteger menores em ambientes digitais. Ele foi aprovado pelo Senado em agosto de 2025 e agora aguarda sanção presidencial.
O que muda para pais e responsáveis?
O projeto prevê ferramentas de controle parental e a possibilidade de acompanhar e restringir o acesso das crianças a conteúdos impróprios, além de mais segurança contra riscos digitais.
Quais são as obrigações das plataformas digitais?
As redes sociais, aplicativos e jogos deverão:
- Remover imediatamente conteúdos de abuso ou exploração infantil.
- Notificar as autoridades competentes.
- Implementar sistemas de verificação de idade dos usuários.
O que é a adultização de crianças nas redes sociais?
É quando crianças e adolescentes são expostos a conteúdos ou comportamentos que antecipam experiências da vida adulta, como sexualização precoce, uso de roupas ou falas inadequadas, incentivados muitas vezes pela lógica de engajamento digital.
Como o PL 2.628/2022 combate a adultização?
O Estatuto Digital cria barreiras contra a exposição excessiva ou indevida de crianças, exigindo responsabilidade das plataformas e dos criadores de conteúdo.
O problema é só do Brasil?
Não. Segundo o senador Alessandro Vieira, a proteção digital da infância é um desafio global. Países no mundo todo estão discutindo leis semelhantes para garantir um ambiente online mais seguro.
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