×

UnB sedia apresentação do projeto “Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas”

UnB sedia apresentação do projeto “Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas”

O projeto “Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas” nasceu do desejo de preservar e compartilhar os saberes ancestrais da etnia Kamaiurá — e agora chega ao público com um evento especial em Brasília.

Na cultura indígena, os acalantos vão muito além de simples canções de ninar. Eles carregam histórias, valores e conexões profundas com a natureza, sendo transmitidos de geração em geração e fortalecendo o vínculo entre mães, pais e crianças.

Evento gratuito na UnB

No dia 30 de abril, às 19h, o Departamento de Música da Universidade de Brasília recebe a conferência-debate:

“Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas”

Fernanda-Cabral-Marcelo-Barbosa UnB sedia apresentação do projeto “Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas”
Foto: Marcelo Barbosa

O encontro contará com a presença da idealizadora do projeto, a cantora, compositora e musicoterapeuta Fernanda Cabral, além de marcar o lançamento de:

  • Página web do projeto
  • Minidocumentários
  • EP musical com acalantos Kamaiurá

A produção tem participação especial da pajé Mapulu Kamaiurá, uma das primeiras mulheres pajés da etnia.

Acalantos indígenas nas incubadoras

Musica-nas-Incubadoras-1024x682 UnB sedia apresentação do projeto “Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas”

A iniciativa levou os chamados “micro-concertos” para unidades neonatais de Brasília, como:

  • HMIB – Hospital Materno Infantil de Brasília
  • HRL – Hospital da Região Leste (Paranoá)

A proposta é clara e poderosa: usar a música como ferramenta de cuidado, promovendo:

✔️ Fortalecimento do vínculo entre mães e bebês
✔️ Sensação de acolhimento em ambientes hospitalares
✔️ Estímulo à recuperação fisiológica

O projeto ressignifica o papel da arte em contextos de vulnerabilidade.

Segundo Fernanda Cabral:

“Os acalantos indígenas Kamaiurá aparecem no projeto Música nas Incubadoras como fruto do desejo de fortalecer a reconexão das mães com seus bebês, nesse contexto de tanta vulnerabilidade: onde ambos pudessem se sentir mais perto da natureza, mais perto da força dos nossos povos originários, da nossa própria ancestralidade e de sua herança musical.”

Impacto emocional e ancestral

Mesmo sem mensuração científica exata, os relatos das mães são consistentes:

  • Sensação profunda de tranquilidade
  • Redução do estresse
  • Memórias afetivas e ancestrais despertadas

Em muitos casos, surgem lembranças familiares ligadas à ancestralidade indígena — mostrando o poder simbólico dessas canções.

Parceria que deu origem ao projeto

A iniciativa nasceu da parceria entre:

  • Jawi Kamaiurá, diretora artística
  • Fernanda Cabral, artista e musicoterapeuta

Elas já haviam trabalhado juntas no espetáculo “Kwat e Jaí – Acalantos Indígenas”, dirigido por Clarice Cardell.

A partir dessa experiência, surgiu a ideia de levar a cultura Kamaiurá para dentro das maternidades.

Quem é Fernanda Cabral

Artista brasiliense com carreira internacional, Fernanda Cabral é:

  • Musicoterapeuta
  • Multi-instrumentista
  • Diretora musical e teatral
  • Pesquisadora em música para bebês

Destaques:

  • Prêmio Profissionais da Música 2025 (Trilha Sonora)
  • Atua em UTIs neonatais desde 2014 (Brasil e Europa)
  • Apresentações em países como Japão, França, Itália e Portugal

Saiba mais

Serviço

Conferência-Debate “Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas”

📌 Local: Departamento de Música da UnB – Campus Darcy Ribeiro
📍 Prédio SG-4, Sala Aquário

🗓️ Data: 30 de abril
⏰ Horário: 19h
⏳ Duração: 1h

🎟️ Entrada gratuita
♿ Acessibilidade: tradução em LIBRAS

planner-imprimivel-capivara-fofa-1024x576 UnB sedia apresentação do projeto “Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas”

Share this content:

Gostou dessas dicas? Inscreva-se pra receber mais!

Publicar comentário